
Nascido em Pelotas (RS), em 1953, o jornalista Lourenço Cazarré é autor de mais de 40 obras, entre novelas juvenis, livros de contos e romances. Recebeu mais de vinte prêmios literários de âmbito nacional, entre eles, por duas vezes, venceu o maior certame literário dos anos 80, a Bienal Nestlé, em romance (1982) e contos (1984). Um de seus livros para jovens, Nadando Contra A Morte (Formato Editora), recebeu o Jabuti, em 1998. Em 2007, venceu o I Concurso de Novela de Curitiba com A Longa Migração do Temível Tubarão Branco. Venceu ainda o Concurso Nacional de Contos Josué Guimarães, em 1993, e o Prêmio Brasília para Livros Juvenis, em 1990. Em 2002, recebeu o Prêmio Açorianos pelo melhor livro de contos - Ilhados - publicado no Rio Grande do Sul em 200l. A revista Veja considerou Clube dos Leitores de Histórias Tristes o melhor livro lançado no Brasil em 2005 para jovens leitores de dez a doze anos. Tanto Nadando Contra a Morte quanto A Cidade dos Ratos - Uma Ópera Roque (também editada pela Formato) foram consideradas Altamente Recomendáveis para Jovens, pela FNLIJ (Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil). Sua novela Isso Não É um Filme Americano recebeu menção honrosa no concurso João-de-Barro da Biblioteca de Belo Horizonte, em 2002.
Alguns de seus livros adultos: Os Bons e Os Justos (2005, Esquina da Palavra, 7a. edição), Sinfonia dos Animais Noturnos (2007, Esquina da Palavra, 2a. edição), A Longa Migração do Temível Tubarão Branco(Fundação Cultural de Curitiba, 2008), A Misteriosa Morte de Miguela de Alcazar (Bertrand, 2009).
Teatrólogo, Lourenço Cazarré foi premiado no Concurso Nacional de Dramaturgia da Funarte (regiões Norte e Centro-Oeste), em 2005, com a peça Umas Poucas Cenas Vistas do Caos. Seu musical infanto-juvenil Puro Tempo Perdido foi encenado em Brasília, Mato Grosso do Sul e Goiás, em 2004.
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O evangelho das coisas ínfimas
E às três horas Jesus gritou com voz forte: “Eloi, Eloi, lama sabactáni?”, que significa: “Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste?”
O Evangelho Segundo Marcos
Eu, o Narrador, vos digo:
Olhai a grande cidade obscena sob o sol luminoso. Encurralados entre o mar e a montanha de pedra, milhares de edifícios quadrados. Apertados uns contra os outros, parecem assustados, mas não têm para onde correr. O sol no alto do céu azul está a vigiá-los.
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